quinta-feira, 26 de março de 2009

Pode ser o fim do vestibular

O ministro Fernando Haddad anda conversando com reitores das 55 universidades federais sobre uma idéia que acalenta há tempos: extinguir o vestibular. Sua crítica procede. Com raras exceções, a prova para o ingresso nas universidades brasileiras é mais voltada para a decoreba, que é o que menos interessa, e muito pouco para o raciocínio. Isso faz dela, no mínimo, uma aferição limitada. Pior do que isso: é no vestibular que as escolas de ensino médio se miram para fazer seus currículos. Os alunos são treinados para decorar, e não para pensar.
A proposta que o ministro tem apresentado aos reitores é substituir o velho vestibular pelo Enem, a prova que o MEC já aplica a estudantes do ensino médio. Uma das hipóteses em discussão é unir a nota do aluno neste exame à de outra prova, que ajudaria a ranquear os candidatos. Muitas universidades já usam o Enem com esse propósito. E tem funcionado.
O Enem é uma prova que testa, sobretudo, a capacidade dos alunos de juntar e processar informações. Uma mesma questão demanda conhecimento de matemática, geografia, ciências. Ninguém quer saber a extensão de um rio ou a data de um acontecimento histórico. Segue os moldes do Pisa, a prova internacional que compara o desempenho dos estudantes nos países. Sim, a mesma em que os brasileiros vão mal. E a mesma também em que eles, não por acaso, se revelam bons na decoreba, mas ruins de raciocínio. O fim do vestibular pode ser um primeiro passo para que o Brasil deixe a zona do vexame nos rankings internacionais.


Fonte: veja.abril.com.br

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Eleições para nova direção

Iniciaram hoje, dia 13 (sexta-feira), a campanha direcionada aos votantes, para a eleição da nova direção da nossa escola.
O processo iniciou desde o ano passado, em todo o estado, onde os pré-candidatos foram submetidos a 3 etapas de provas. Depois desta seleção as alianças foram formadas e surgiram efetivamente 4 candidatos, são eles: Marta, atual coordenadora pedagógica (nº 20); Luciano, professor de apoio da sala de multimeios (nº 40); Júlia, professora de português (nº 50); Paulo, professor de filosofia (nº 70).
A campanha continuará até o dia 27/03, com debates, apresentação de propostas e distribuição de material de propaganda (impresso). A culminância será dia 31/03 quando será efetivada a escolha do(a) novo(a) diretor(a).
Alunos, pais, professores e funcionários já foram cadastrados e é muito importante que compareçam no dia do pleito. Só com a participação de todos poderemos direcionar a escola para um futuro melhor.

quinta-feira, 5 de março de 2009

CENTENÁRIO DE PATATIVA DO ASSARÉ


Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, segundo filho de uma família pobre de agricultores de subsistência, freqüentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem “lidando com as letras”, como ele mesmo afirmou. Atuava como versejador em festas, e quando comprou uma viola, deu-se início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Seu primeiro poema publicado no Correio do Ceará se seu em 1926 e seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, trinta anos depois, em 1956, seria lançado. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997).

Muita gente ainda confunde POESIA MATUTA com LITERATURA DE CORDEL. Em 2009, ano do Centenário de nascimento do poeta Patativa do Assaré, considerado o maior expoente do gênero, os admiradores do poeta precisam fazer essa distinção. Patativa, ao longo de sua vida, escreveu e publicou cerca de vinte folhetos de CORDEL. Dentre os quais destacam-se: “ABÍLIO E SEU CACHORRO JUPI”, “A MORTE DE ARTHUR PEREIRA ENVENENADO POR SUA FILHA FRANCISCA AMÉLIA”, “ALADIM E A LÂMPADA MARAVILHOSA, “O PADRE HENRIQUE E O DRAGÃO DA MALDADE”, dentre outros, todos em linguagem correta, como é prática comum nesse gênero desde os tempos de Leandro Gomes de Barros. O grosso de sua produção, contudo, são poemas matutos, onde a linguagem procura reproduzir o modo de falar dos sertanejos de outrora.
(Arievaldo Viana / fonte: Acorda Cordel)