
Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, segundo filho de uma família pobre de agricultores de subsistência, freqüentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem “lidando com as letras”, como ele mesmo afirmou. Atuava como versejador em festas, e quando comprou uma viola, deu-se início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Seu primeiro poema publicado no Correio do Ceará se seu em 1926 e seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, trinta anos depois, em 1956, seria lançado. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997).
Muita gente ainda confunde POESIA MATUTA com LITERATURA DE CORDEL. Em 2009, ano do Centenário de nascimento do poeta Patativa do Assaré, considerado o maior expoente do gênero, os admiradores do poeta precisam fazer essa distinção. Patativa, ao longo de sua vida, escreveu e publicou cerca de vinte folhetos de CORDEL. Dentre os quais destacam-se: “ABÍLIO E SEU CACHORRO JUPI”, “A MORTE DE ARTHUR PEREIRA ENVENENADO POR SUA FILHA FRANCISCA AMÉLIA”, “ALADIM E A LÂMPADA MARAVILHOSA, “O PADRE HENRIQUE E O DRAGÃO DA MALDADE”, dentre outros, todos em linguagem correta, como é prática comum nesse gênero desde os tempos de Leandro Gomes de Barros. O grosso de sua produção, contudo, são poemas matutos, onde a linguagem procura reproduzir o modo de falar dos sertanejos de outrora.
(Arievaldo Viana / fonte: Acorda Cordel)
(Arievaldo Viana / fonte: Acorda Cordel)
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